sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Boomerang contra a Monsanto


Por Sylvie Simons

Tradução: Renzo Bassanetti

Nos EUA, agricultores precisaram abandonar cultivos de 5 mil hectares de soja trasngênica e outros 50 mil estão gravemente ameaçados. Esse pânico deve-se a uma erva “daninha” que decidiu se opor à gigante Monsanto, conhecida por ser a maior predadora do planeta. Insolente, essa planta mutante prolifera e desafia o Roundup, o herbicida total à base de glifosato, ao qual “nenhuma erva daninha resiste”.

Quando a natureza se recupera

Em 2004, um agricultor de Macon, situada a 130 km de Atlanta, no estado da Geórgia, EUA, notou que alguns brotos de amaranto resistiam ao Roundup que ele utilizava em suas lavouras de soja.

As lavouras vítimas dessa erva daninha invasora tinham sido semeadas com grãos Roundup Ready, que receberam um gene resistente ao Roundup ao “qual não resiste nenhuma erva daninha”.

Desde então, a situação tem piorado e o fenômeno se estendeu a outros estados, como Carolina do Sul e do Norte, Arkansas, Tennessee e Missouri. Segundo um grupo de cientistas do Centro para A Ecologia e Hidrologia, organização britânica situada em Winfrith, Dorset, produziu-se uma transferência de genes entre a planta modificada geneticamente e algumas ervas indesejáveis como o amaranto. Essa constatação contradiz as afirmações peremptórias e otimistas dos que defendem os organismos modificados geneticamente (OGM), que afirmam que uma hibridização entre uma planta modificada geneticamente e uma não modificada é simplesmente “impossível”.

Para o geneticista britânico Brian Johnson, especializado em problemas relacionados com a agricultura “basta que aconteça somente um cruzamento, que pode ocorrer entre várias milhões de possibilidades. Uma vez criada, a nova planta possui uma enorme vantagem seletiva e se multiplica rapidamente. O potente herbicida aqui utilizado, à base de glofosato e amônia, tem exercido uma pressão enorme sobre as plantas, que por sua vez aumentaram ainda mais a velocidade de adaptação”. Assim, ao que parece, um gene de resistência aos herbicidas deu origem a uma planta híbrida surgida de repente entre o grão que se supõe que ele protegeria e o amaranto, que por sua vez se torna impossível eliminar.

A única solução é arrancar à mão as ervas daninhas, como se fazia antigamente, mas isso já não é possível dadas as dimensões das áreas de cultivo. Além disso, por terem raízes profundas, essas ervas são extremamente difíceis de arrancar, razão pela qual simplesmente se abandonaram 5 mil hectares de soja.

Muitos agricultores pretendem renunciar aos OGM e voltar para a agricultura tradicional, ainda mais por que os cultivos OGM estão cada vez mais caros, e a rentabilidade é primordial para esse tipo de lavoura. Assim, Alan Rowland, produtor e vendedor de sementes de soja em Dudley, Missouri, afirma que já ninguém pede sementes do tipo Roundup Ready, da Monsanto, que ultimamente representavam o 80% do volume de seus negócios. Hoje as sementes OGM estão desaparecendo de seu catálogo e a demanda por sementes tradicionais não deixa de aumentar.

Já em 25 de julho de 2005, o jornal The Guardian publicava um artigo de Paul Brown que revelava que os genes modificados de cereais tinham passado para as plantas selvagens e criado uma “super semente”, resistente aos herbicidas, algo “inconcebível” para os cientistas do Ministério do Meio Ambiente. Desde 2008 os meios de comunicação ligados à agricultura dos EUA informam cada vez mais casos de resistência, ao mesmo tempo em que o governo daquele país tem realizado cortes importantes no orçamento da Secretaria da Agricultura, que o obrigaram a reduzir e depois interromper algumas de suas pesquisas nessa área.

Link para o artigo completo no Site do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra: http://www.mst.org.br/node/7617

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Crop Circles (ou círculos das colheitas)


A temporada de 2009 dos Crop circles está prestes a terminar. Como sempre, o fenómeno encosta-nos à parede mestra do nosso racional científico! Ciência..., Edgar Alan Poe no seu soneto à ciência, canta-nos que sendo esta, filha do saber antigo, não se coibiu de destruir tudo em que tocou: os deuses, as ninfas e seres da natureza, até mesmo os nossos sonhos de Verão serão espezinhados face a tal perfídia!

Um investigador alemão do fenómeno paranormal disse algo como:" os crop circles são o único fenómeno, dito do paranormal, em que não é necessário ter poderes especiais, estados de transe,poderes mediúnicos, maquinaria complexa ou outras ferramentas para o testemunhar"; basta ir ao local e vivênciar, o resto simplesmente vem por deslumbramento ( ou não!)...Estar ali, e sentir na primeira pessoa algo que não deveria existir (a ciência relega este fenómeno, supostamente, para o cantinho dos embustes!) é uma profunda experiência, que se manifesta não só pelo que está no chão, mas, como continuum, nas atitudes e formas de estar de todos aqueles que se deslocam a tais locais.

Explicações..., existem tentativas, e para todos os gostos, mas possivelmente o mais importante não é entender mas aprender a sentir... Aparentemente na nossa dita sociedade industrializada ainda sobra um cantinho para o avassaladoramente acientífico!

Existem imensos sites para explorar, aqui vão alguns:


http://www.x-cosmos.it/cropcircles/ Base de dados internacional, constantemente actualizada.
http://www.silentcircle.co.uk/FRONT.2.html Site dedicado ao fenómeno no Reino Unido.
http://www.cropcircleconnector.com/interface2005.htm Reino Unido e internacional.
http://www.circlemakers.org/ Polémicos "fazedores" de círculos (mas com bom nível de imparcialidade).


Há mais coisas entre os Céus e a Terra do que aquilo que a Razão pode explicar!...Felizmente!...
Boas descobertas

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Encontros do Pé na Rua

Estamos atrasados bem se vê, mas não queremos deixar de referir aqui os Encontros do Pé na Rua dos nossos amigos da Encerrado para Obras


O programa completo pode ser consultado em www.encontrosdopenarua.blogspot.com

Se puderem (e ainda forem a tempo) não percam!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

PORTO ECOLOGIA NA CIDADE - 1 E 2 MAIO 2009


Facilitando sinergias entre pessoas e instituições, a AGIL fomenta actividades para o desenvolvimento criativo, social e humano do indivíduo e do colectivo, promovendo a aprendizagem, a prática e a divulgação de soluções para um modo de vida harmonioso, em tolerância e liberdade.

No âmbito da promoção de valores ecológicos e
da sustentabilidade urbana vão realizar o Porto Ecologia na Cidade”, a decorrer na cidade durante os próximos dias 1 e 2 de Maio.
Sem custos para o visitante, vai ser oferecido à comunidade urbana portuense dois dias de actividades diversificadas.

Estas surgirão organizadas em formato de itinerário, com o ciclo de workshops “Como é fazer..” e com várias iniciativas a promover a aprendizagem, a prática e a divulgação de valores ecológicos, diferentes soluções para eco-facilitar a vida aos citadinos e eco-educar adultos, jovens e crianças, fomentando a sustentabilidade do quotidiano urbano.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Próximas Actividades do Arte de Viver

O Projecto Arte de Viver e suas animadoras continuam em grande. Estas são as próximas actividades anunciadas

Cuidados de saúde através de ervas medicinais
Dia 25 de Abril @ ORÁGÁ às 15h

A participação é gratuita mas está sujeita a inscrição
Este atelier pretende abordar algumas terapias alternativas cuja base está na natureza do Ser. De uma forma informal será partilhada a história das ervas medicinai s e algumas informações úteis como reconhecer as plantas medicinais , identificar a melhor altura para a sua colheita e quais os benefícios que nos podem trazer, assim como
fornecer receitas de remédios caseiros para adultos e crianças . Então assim, vamos partilhar conhecimentos na cura de problemas que possamos ter e proceder ao seu tratamento , encorajando assim o processo de auto cura! Promotoras: Ana Rodrigues, Mirjam Haspers

Visita à Comunidade Luzku Fuzku
Dia 26 de Abril partida d@ ORÁGÁ às 06 h 30 m (em ponto)

A visita de campo à Luzku Fuzku é uma forma de conhecimento das técnicas e materiais utilizados na produção de produtos naturais com fins terapêuticos e de higiene lá produzidos.
O ponto de encontro para a partida é na Associação Orágá às 6h30, e a viagem de camioneta até à Luzku Fuzku dura cerca de 3h30m. Pedimos a tod@s os inscritos para serem pontuais. A contribuição pa
ra a refeição deste dia na Luzku Fuzku é de 5 €. A Ficha de Inscrição dever ser enviada para o oraga@zenbe.com ou preenchida na Orágá (Rua Antero de Quental, nº153) até ao dia 23 de Abril. Associação cooperante : Luzku Fuzku

Projecto Arte de Viver 2009 - www.oraga.pt.vu

Inventário do Património Rural e Cultural na Reserva da Faia Brava


Numa região profundamente marcada ao longo dos séculos pela acção humana, onde a paisagem natural se funde com a humanizada, a Associação Transumância e Natureza convida a participar num Campo de Trabalho Internacional (CTI), realizado com o apoio do Instituto Português da Juventude (IPJ) e em parceria com a APDARC (Associação para a Promoção da Arte e Cultura do Vale do Côa e Douro Superior).

Este campo pretende apoiar a inventariação de estruturas e construções rurais, assim como de histórias e saberes locais, na Reserva da Faia Brava, propriedade da ATN na ZPE do Vale do Côa. Os participantes deste CTI recebem formação teórica e prática em metodologias de inventário de arquitectura rural e de inquéritos e apoiam a ATN nos trabalhos de campo de inventário e reconstrução, que serão realizados em conjunto com especialistas convidados.

Todos os dados e conhecimento recolhidos serão compilado num relatório final, que servirá de apoio à elaboração de actividades ecoturísticas, marcação de percursos pedestres, equestres e de bicicleta, a ser implementado na Reserva da Faia Brava.


Datas: 18 a 30 Agosto 2009
Local: Reserva da Faia Brava, Algodres e Cidadelhe

Os Detalhes podem ser conhecidos no site da ATN

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Querem Despejar o Palco Oriental!

Igreja dá ordem de despejo ao Palco Oriental
Acórdão do STJ, decidiu atribuir o edifício onde está sediada a Associação Cultural Palco Oriental à Igreja de São Bartolomeu do Beato.

A Associação Cultural Palco Oriental, foi fundada em 21 de Janeiro de 1989, por artistas e grupos de teatro que já exerciam actividades desde Janeiro de 1979, no nosso espaço - Calçada do Duque de Lafões, 78 - Freguesia do Beato, Lisboa. Os grupos de teatro que estiveram na origem deste nascimento foram: Teatro “Os Patolas”, Máscara Teatro de Grupo e Triato do Biato.

Oficialmente o edifício é doado à Igreja em 1999. O seu doador foi a Associação de Serviço Social, que havia abandonado as instalações logo após o 25 de Abril de 1974. A esta Associação de Serviço Social não se lhe conhece qualquer actividade realizada após a revolução, nem nunca nos contactou a reivindicar a devolução do imóvel.

Desde 16 de Abril de 2001, que o processo movido contra a Associação Cultural Palco Oriental se encontrava nos tribunais. O Tribunal de 1ª Instância deu razão à Associação Cultural Palco Oriental ao atribuir-lhe o edifício, a Relação sentenciou que a "coisa" não estava ganha, e o Supremo, de forma justiceira acabou com um projecto cultural e artístico que resistia desde há mais de duas décadas. A Igreja recebe de bandeja um edifício onde nunca esteve nem aplicou um cêntimo.

A Associação Cultural Palco Oriental custeou obras, de largas dezenas de milhares de euros. Dezenas de pessoas que militantemente se dedicaram e investiram humana e materialmente durante tantos anos neste espaço para dotar culturalmente as populações da Zona Oriental de Lisboa, são assim despejadas.

A Associação Cultural Palco Oriental tem procurado ser desde a sua fundação uma referência viva na animação cultural da Zona Oriental de Lisboa, quer pela promoção de diversas actividades, quer pela manutenção do seu grupo de teatro, quer pela valorização de uma vivência cultural e comunitária que se enraíza nas tradições mais vincadas daquela que, talvez, tenha sido a zona mais industrializada da velha Lisboa.

Este carinho pelo teatro, traduziu-se em dar a possibilidade de acolhermos nas nossas instalações produções de outros grupos de teatro profissionais, pró-profissionais, amadores, universitários, que têm vindo a despontar entre os novos criadores no panorama teatral de Lisboa.

A Associação Cultural Palco Oriental, entidade artística sem fins lucrativos não pode, nem deve, depender de um esforço particular mas sim de um esforço colectivo, daí a necessidade de TODOS lutarmos pelo preservação da mesma.

Se está contra esta ordem de despejo, não fique quieto, defenda esta casa de arte e cultura, onde artistas que integram o Palco Oriental, estão há 30 anos.

Assine e reecaminhe a nossa petição on-line
http://www.petitiononline.com/palcoori/petition.html


Veja o nosso Blog
http://palcooriental.blogspot.com


A Humanidade não é uma Ilha


MANKIND IS NO ISLAND

O “Tropfest” é o maior festival de curtas metragens do mundo. Começou há 17 anos atrás em Sydney e no ano passado teve a sua primeira edição em Nova York. O vencedor de 2008 foi este filme totalmente filmado com um telemóvel. O seu orçamento foi de 40 dólares (cerca de 25 euros)! Vejam...


sexta-feira, 3 de abril de 2009

As nossas máquinas


Agora que a Primavera já está começada aqui fica a foto das máquinas do Germinal obtidas com a nossa campanha de inverno para nos equiparmos com material informático

E estas são as contas da campanha:

Foram recolhidos em donativos 430,00 €
O sorteio realizado rendeu 132,00 €
Total 562,00 €

Foram adquiridos:
Portátil Acer 5535 499,00 €
Impressora Multifunções 69,00 €
Total 568,00 €


Foi-nos ainda oferecido pelo núcleo de Coimbra da Quercus um monitor usado e disponibilizado um PC igualmente já usado para nossa utilização.

A todos quantos contribuíram estamos gratos e queremos partilhar com eles a alegria de ter sido um êxito esta campanha de equipamento do Germinal.

Rezo à floresta

Este é o texto que foi lido no Dia Internacional de Subir às Árvores em Coimbra

Deixa-me expressar esta vontade
de ir para a floresta,
de abandonar hábitos que não interessam,
de entrar em contacto com a vida na floresta,
de conectar-me com a vida selvagem e pura,
de ser parte da floresta,
de participar nos ritmos universais.

Deixa-me ser uma bruxa da floresta
e ligar-me a outras bruxas e bruxos das florestas,
feiticeiros e feiticeiras das muitas florestas da Terra,
rainhas e reis das florestas de todo o mundo.

Deixa nós plantar mais florestas e aprender a replantar os desertos,
deixa nós cumprir a nosso trabalho de humanos:
CUIDAR DA TERRA!

E deixa nós interligar-nos,
e deixa nós ajudar a tornar as florestas mais fortes e maiores,
as florestas grandes e pequenas,
as grandes florestas com árvores,
e as pequenas florestas com fungos dentro das fendas do betão.

Deixa todas as florestas unirem-se numa só,
e deixa todos os curadores e curadoras encontrar as suas florestas.
FLORESTAS DE TODO O MUNDO, UNI-VOS !!!


Anabela Vento e Água
2008